quinta-feira, 11 de novembro de 2021

Ansiedade: tratamentos mais comuns – Psicólogo e Terapia

Ansiedade: tratamentos mais comuns

É esperado que você tenha ansiedade em algum momento da vida.

Ao se deparar com um problema, uma ocasião muito importante ou uma situação totalmente nova, você pode ficar nervoso momentaneamente. Essa ansiedade é passageira e comum.

O problema é quando o nervosismo não vai embora e se agrava com o passar do tempo. Nessas circunstâncias, segundo psicólogos, você deve procurar formas válidas de tratamentos para a ansiedade.

Você é uma pessoa ansiosa?

A ansiedade é um sentimento normal o qual é sentido por todas as pessoas.

Ela costuma aparecer quando nos deparamos com situações inéditas ou que possuem grande peso emocional para nós, como fazer uma apresentação no trabalho.

A falta de experiência estimula a preocupação com detalhes pouco importantes e a possibilidade de cometer falhas.

Essa apreensão, contudo, é manejável quando se tem um bom controle da ansiedade.

A insegurança desaparece assim que a situação é enfrentada e percebemos que não foi tão ruim assim. Na verdade, foi uma boa oportunidade para o crescimento pessoal!

Uma pessoa ansiosa tem dificuldade para chegar a esse estágio. Ela imagina cenários onde fracassa, é julgada e perde a oportunidade de impressionar colegas de trabalho e chefes.

E se ela não tiver mais chances depois disso? E se as pessoas falarem mal dela pelas costas? E se o chefe perceber que ela, de fato, não é uma boa profissional?

São dezenas de questionamentos acerca de uma realidade inexistente. Antes mesmo de alguma coisa acontecer, a pessoa ansiosa já está estressada, preocupada e se punindo por possíveis erros que pode cometer.

Essa preocupação excessiva costuma fazer com que ela desista antes de tentar ou após poucas tentativas.

A instabilidade emocional também dá lugar ao desconforto físico. A pessoa ansiosa sente vontade de vomitar, fica com as mãos e pernas trêmulas, tem palpitações e transpira excessivamente quando está na presença de um desencadeador da ansiedade.

Viver essa situação repetidamente não é somente pouco agradável, como também reduz consideravelmente a qualidade de vida de quem é ansioso.

Além de se preocuparem com a situação em si, esses indivíduos passam a ficar apreensivos com a possibilidade de ficarem apreensivos novamente, criando um ciclo de inquietação e infelicidade.

Tipos de ansiedade

Quando se torna patológica, a ansiedade se manifesta de diferentes formas.

A causa de cada uma dessas condições depende de uma série de fatores, como o ambiente onde a pessoa está inserida, suas experiências de vida, histórico familiar, traumas de infância e outros elementos.

Como esses fatores são únicos às vivências de cada pessoa, somente uma investigação psicológica com um profissional consegue determinar as causas por trás da ansiedade patológica.

Confira alguns dos tipos de ansiedade abaixo.

1.     Transtorno do pânico

É caracterizado por ataques de pânico recorrentes e repentinos que perturbam o emocional. Eles também podem ser desencadeados por gatilhos, como altos níveis de estresse, pessoas ou lugares.

A pessoa com essa condição passa a se preocupar com a possibilidade de ter outros ataques e perder o controle de si mesma. Assim, escolhe se afastar do convívio social.

2.     Transtorno de ansiedade generalizada (TAG)

A pessoa com ansiedade generalizada está sempre apreensiva. Ela tem medo de ter um péssimo desempenho profissional ou escolar, de se relacionar com alguém e se machucar, de fazer atividades simples do dia a dia e ser julgada, entre outros.

Como tem dificuldade para controlar suas preocupações, ela acaba não desempenhando bem em várias áreas de sua vida e concretizando os seus maiores medos.

3.     Fobia social

Também conhecido como transtorno de ansiedade social, a fobia social é caracterizada pelo medo ilógico de exposição em situações sociais.

A pessoa fóbica evita interagir com conhecidos e desconhecidos, frequentar determinados lugares e participar de atividades. Ela pode, ainda, ter dificuldade de se expressar em voz alta, optando por ficar em silêncio na presença de outros indivíduos.

O seu maior medo é o possível julgamento negativo por parte de outras pessoas.

4.     Agorafobia

A pessoa com agorafobia tem medo ou ansiedade intensa quando precisa usar o transporte público, permanecer em espaços abertos (mercados, pontes, estacionamentos), permanecer em locais fechados (cinemas, lojas de departamento, salas de aula) e sair de casa sozinho.

Para não sofrer com os sintomas, prefere permanecer em casa, adotando uma postura de isolamento extremo.

5.     Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC)

Para acalmar a ansiedade crescente quando um pensamento negativo vem à sua mente (obsessão), a pessoa com TOC desenvolve rituais excêntricos e os repete quase incessantemente (compulsão).

Eles podem envolver lavar as mãos, apagar as luzes, tocar ou contar objetos, mover partes do corpo, limpar ou organizar cômodos ou objetos específicos, entre outros.

Tratamentos para a ansiedade

Você pode usar técnicas de respiração profunda e de relaxamento para controlar a ansiedade no cotidiano.

Elas são excelentes para acalmar a mente perturbada por pensamentos catastróficos sobre o futuro e especulações acerca de acontecimentos que ainda não se desenrolaram por completo.

Todavia, para ter qualidade de vida prolongada, é preciso encontrar uma forma adequada de tratamento para a ansiedade. A ajuda profissional objetiva reverter o quadro de instabilidade emocional e reabilitar a saúde mental.

Se você é muito ansioso, pode ter problemas para gerir as suas emoções e pensamentos sozinho. Então, procure ajuda!

Não tenha medo de julgamentos nem vergonha de admitir as suas dificuldades. Todas as pessoas possuem pontos fracos e fortes.

Abaixo, separamos formas possíveis de tratar a ansiedade.

1.     Terapia

A principal forma de tratamento para as condições associadas à ansiedade é a terapia. Nos estágios mais leves ou iniciais, poucas sessões podem ser o bastante para ajudar as pessoas ansiosas a controlarem a ansiedade.

Nessas consultas com o psicólogo, elas aprendem técnicas para manejar pensamentos ansiosos e irreais, sintomas de ansiedade e emoções que também provocam desconforto emocional, além de aprimorar a sua habilidade de resolução de problemas.

Nos estágios mais avançados ou graves da ansiedade, a intervenção psicológica pode ser necessária por múltiplos meses ou anos.

Além de aprenderem a controlar a ansiedade, as pessoas ansiosas têm a oportunidade de se autoconhecerem, identificarem traumas emocionais que corroboraram para a ansiedade e fortalecerem a sua autoconfiança.

A Terapia Cognitivo-Comportamental é uma das abordagens mais eficazes para tratar a ansiedade. Ela é caracterizada por atividades e exercícios para auxiliar pacientes a mudarem comportamentos nocivos. No fim de cada sessão, eles recebem “tarefas de casa” para incentivar a mudança de comportamento.

2.     Medicamentos psiquiátricos

Medicamentos psiquiátricos podem ser necessários em casos graves da ansiedade. Eles têm como função controlar os sintomas acentuados, permitindo que a pessoa ansiosa se concentre em cuidar da sua saúde mental.

A necessidade de ingerir esses medicamentos é determinada pelo psiquiatra. O psicólogo pode fazer uma recomendação para esse profissional caso ache necessário.

3.     Hábitos saudáveis

Os Psicólogos

Conheça a equipe de psicólogos do nosso consultório. Confira o perfil e área de atuação de cada profissional.

A EQUIPE DE PSICÓLOGOS

Pessoas ansiosas podem ajudar a si mesmas durante o tratamento psicológico e/ou psiquiátrico ao adotarem hábitos saudáveis.

Praticar uma atividade física, desenvolver uma dieta balanceada, dormir e acordar em horários adequados, dedicar-se a um hobby, fazer meditação, socializar-se com amigos e familiares e ler sobre temas enriquecedores, como autoconhecimento, são alguns hábitos que ajudam a manter a saúde mental em dia.

A mudança ou adição de novos hábitos pode ser difícil à princípio. Essa transformação consiste em abandonar costumes antigos e abrir espaço para o novo. É um processo de adaptação que tanto o seu cérebro quanto o seu corpo precisam passar.

A resistência ao que é desconhecido costuma tornar esse processo mais lento, principalmente se você já tiver uma resistência natural a mudanças.

O nosso conselho é viver um dia após o outro.

Modifique algo pequeno, como a hora de dormir ou o que você come no almoço, e dê continuidade a essa mudança nos próximos dias. Quando conseguir segui-la, comemore. Quando não, tente novamente!

4.     Terapias alternativas com foco no bem-estar

As terapias alternativas servem como complemento para o principal tratamento para a ansiedade. São elas a acupuntura, aromaterapia, bioenergética, cromoterapia, constelação familiar, hipnoterapia, terapia de florais, imposição de mãos, entre muitas outras.

Essas terapias não são reconhecidas pela medicina e, embora não sejam as principais formas de tratamento para ansiedade, depressão e outras condições, ajudam a promover e a manter o bem-estar emocional.

Um aspecto importante da vivência com a ansiedade é o cuidado constante com seu estado emocional através de ferramentas que ajudam você a se sentir feliz e disposto todos os dias.

As terapias alternativas têm esse propósito. Encontre uma que lhe ajude a perder a tensão acumulada no dia a dia e, ainda, ter uma mentalidade positiva.

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